14/12/2009

A genialidade e a reencarnação

Conta-se que um jovem médico procurou o notável compositor Mozart e lhe perguntou como deveria proceder para escrever uma sinfonia. O grande músico lhe respondeu que ele era muito jovem para pensar em escrever sinfonias e lhe sugeriu que tentasse antes escrever baladas. Indignado com a observação, o rapaz retrucou: Como pode me dizer que sou jovem, se o senhor escreveu sinfonias com apenas dez anos! Realmente, concluiu Mozart, eu as escrevi com aquela idade, mas não perguntei a ninguém como fazê-lo. A resposta do alegre músico austríaco nos conduz a destacar o prodígio que são algumas crianças. O famoso Rembrandt já era pintor antes de aprender a ler. Miquelângelo, a quem devemos a maravilha das pinturas da Capela Sistina, no Vaticano, foi considerado um artista completo, aos oitos anos, por seu mestre. O célebre escritor francês Victor Hugo revelou-se literariamente aos treze anos. Crianças outras demonstraram bem cedo sua genialidade, qual seja a de dominar várias línguas, como o alemão, francês, latim, grego e hebraico; compor, pintar; escrever poemas ou outras peças literárias. Os Espíritos nos explicam com clareza que tais fenômenos de prodígio são devidos ao progresso anterior da alma, a uma lembrança do passado, entendendo-se como passado as vidas anteriores do Espírito. Equivale pois a dizer que nada do que se aprenda é perdido, em tempo algum. Plenamente concorde com a Lei do Progresso, tais fatos nos levam a reflexões em torno dos talentos de que somos portadores, convidando-nos a atentar para o que possamos ter trazido de vidas passadas. Descortina-se a razão pois que renascemos não somente para resgatar débitos, acertar problemas do ontem mas também para amadurecer avanços iniciados em outras encarnações. Aqueles que mais sabem, que trazem melhores mensagens de vida e maiores experiências, são convidados a trabalhar em prol da vida mais bela e elevada. É desta forma que benfeitores da Humanidade retornam vez ou outra ao cenário da Terra, revestidos de uma roupagem carnal diferente, para atender seus irmãos. Quem haja se evidenciado nas artes e tenha brindado o mundo com produções belíssimas, pode retornar para se dedicar ao bem do próximo, exercitando a sensibilidade de outra forma. Quem tenha se esmerado na Ciência, pode retornar servindo à comunidade em outro campo, totalmente diverso, sem perder jamais, em momento algum, o que aprendeu, exercitou, lecionou. Isto também explica a facilidade de algumas pessoas para determinadas áreas do saber, das artes, da indústria, do comércio, das relações humanas. Parafraseando Lavoisier: Nada se perde... tudo se transforma.
O fenômeno do Espírito retornar à carne, em outro corpo especialmente preparado para ele, se chama reencarnação. A reencarnação constitui excelente oportunidade de aperfeiçoamento, concedida por Deus, para o Espírito. Assim, vale a pena aproveitar cada minuto da presente existência, fazendo o melhor que estiver ao nosso alcance.

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Obras Básicas

O Livro dos Espíritos (1857)
O livro dos Médiuns (1861)
O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864)
O Céu e o Inferno (1865)
A Gênese (1868)
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Sobre as Obras Básicas

A cinco obras básicas que compõem a Codificação Espírita foram o fruto do trabalho de Allan Kardec, pseudônimo do Prof. Hyppolyte Léon Denizard Rivail, sob inspiração e coordenação de uma falange de Espíritos Superiores a serviço do Senhor Jesus. De forma resumida, podemos dizer que cada obra trata dos seguintes assuntos: O Livro dos Espíritos: contém os princípios da Doutrina Espírita sobre a natureza dos Espíritos, suas manifestações e suas relações com os homens; as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade. Ë, a um tempo, uma introdução às demais obras e um resumo delas, que constituem, cada uma, de um desdobramento de cada um dos aspectos principais que aborda; O Livro dos Médiuns: contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os obstáculos com que se pode deparar na prática do Espiritismo; O Evangelho Segundo o Espiritismo: contém a explicação das máximas morais do Senhor Jesus, sua concordância com o Espiritismo e sua aplicação às diversas situações da vida; O Céu e o Inferno: contém o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, as penas e recompensas futuras, os anjos e os demônios, as penas eternas, etc.; seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte; A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo: contem um exame das teorias sobre o surgimento e a evolução física da Terra, assim como uma análise de passagens das escrituras que versam sobre o assunto.

Outros Livros

O que é o Espiritismo
Obras Póstumas

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Arquivo

Esclarecimentos Sobre:

1- Evangelho no Lar
2- Atendimento Fraterno

- Evangelho no Lar:
"Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei". - Jesus (Mateus, 18:20)

Finalidade: trata-se de um encontro semanal, previamente marcado, com o objetivo de reunir a família em torno dos ensinamentos evangélicos, à luz do Espiritismo, e sob a assistência dos Benfeitores Espirituais.
1. Participantes:
todas as pessoas do lar, inclusive as crianças.
2. Roteiro da Reunião:a) leitura, sem comentários, de uma página de um livro (por exemplo, Pão Nosso, Fonte Viva, entre outros);b) prece inicial;c) leitura e comentários de um tópico de O Evangelho segundo o Espiritismo, estudado de forma seqüêncial;d) prece de encerramento.
3. Recomendações:o tempo da Reunião deve ser, no máximo, de uma hora; evitar a manifestação mediúnica de Espíritos; pode-se colocar água para ser beneficiada pelos Protetores Espirituais e, após, repartida entre os participantes; a presença de visita não deve ser motivo para suprimir a Reunião.
O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. A Boa-Nova seguiu da Manjedoura para a praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes. A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o teto simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo. Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.A observação impensada é ouvida sem revolta.A calúnia é isolada no algodão do silêncio.A enfermidade é recebida com calma. O erro alheio encontra compaixão. A maldade não encontra brechas para insinuar-se. E aí, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a benefício deles e dos outros, o estímulo é um cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a sombra de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou. Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habitado para distribuir o pão divino da Boa-Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da romagem humana, em todas as circunstâncias. Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos, cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e à apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.
"Quando o Evangelho penetra no Lar, o coração abre mais facilmente a porta do Mestre Divino." - Emmanuel.

- Atendimento Fraterno:
CONCEITO: É o atendimento que busca através do diálogo franco e fraterno oferecer a pessoa que procura a Casa Espírita a oportunidade de expor livremente, em caráter privativo, suas dificuldades.
A QUEM SE DESTINA: Destina-se ao atendimento de pessoas que buscam elucidações espíritas para os seus problemas íntimos, dificuldades existenciais, conflitos e anseios.
O OBJETIVO: O Atendimento Fraterno, tem como objetivo primordial orientar as pessoas que o procuram, facultando-lhes uma compreensão elevada de suas dificuldades à luz da Doutrina Espírita e do Evangelho de Jesus, propondo-se a promover assistência aos que sofrem, fundamentando-se no Evangelho e dando cumprimento às palavras do Cristo: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" e ao "Vinde a mim, vós que estais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei”.
A ORIENTAÇÃO: As pessoas são esclarecidas e orientadas à luz do Espiritismo. São encorajadas para o conhecimento de si mesmas e elevação de sua auto-estima, indispensável para o êxito nas lutas da vida e para o equilíbrio emocional.

Perguntas e Respostas

- O que é o Espiritismo?
É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.” Allan Kardec (O que é o Espiritismo – Preâmbulo) “O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.” Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo – cap. VI – 4)

Mais P e R.

-O que é reencarnação?
Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu aprimoramento. O objetivo da reencarnação é a evolução.

-O que é mediunidade?A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que as pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem. Mas atenção: prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã. Portanto, em hipótese alguma o médium poderá cobrar dinheiro, exigir ou aceitar qualquer forma de recompensa (presentes, dádivas, agrados, etc.) por suas atividades mediúnicas.

- Onde vivem e o que fazem os Espíritos desencarnados?
Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados. Eles estudam, trabalham e desenvolvem diversas atividades no mundo espiritual.

- O Espiritismo tem entre seus princípios a crença em Deus?Sim. O Espiritismo explica que Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais. Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.

- O que é lei de causa e efeito?
É uma lei criada por Deus e que dispõe que o homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas consequências de suas ações. O que fazemos de mal e de bem retornará para nós nessa mesma vida ou em existência posteriores. A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.

- Como o Espiritismo se relaciona com as demais religiões?
O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.

Mais P e R.

- O que são os Espíritos?
Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo. Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade. Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.

- O que o Espiritismo informa sobre Jesus?
Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus. A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.

- O Espiritismo tem, entre seus princípios, a existência de vida em outros mundos?
Sim. A Doutrina Espírita esclarece que no Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.

- Espiritismo é o mesmo que Umbanda ou Candomblé?
Não. O Espiritismo é uma doutrina que surgiu na França, em 1857. Seu fundador foi Allan Kardec. O Candomblé e a Umbanda são doutrinas espiritualistas de origem africana.

- Todos os Espíritos são iguais?
Não. Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.

- Somente pelo Espiritismo se pode ter contato com os Espíritos?Não. As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro.

- O Espiritismo tem rituais ou sacerdotes?
Não. A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade. O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.